Radar CNPJ: Julho de 2026

507.256 empresas abertas, 264.596 baixadas e 91,7% de microempresas: o retrato de julho de 2026 no registro de CNPJ, com o detalhe por estado, setor e cidade. Primeira edição de uma série mensal.

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Radar CNPJ: Julho de 2026

Julho de 2026 registrou 507.256 novas empresas, 264.596 baixas e um saldo líquido de 242.660 CNPJs — quase duas aberturas para cada encerramento. Das estreantes, 91,7% são microempresas, com capital social médio de R$ 35.915. Este é o retrato do mês no registro de CNPJ, estado por estado, setor por setor. É a primeira edição do Radar CNPJ, que passa a sair todo mês.

Panorama do mês

IndicadorJulho de 2026
Empresas abertas507.256
Empresas baixadas264.596
Saldo líquido+242.660
Aberturas por baixa1,92
Microempresas entre as estreantes465.048 (91,7%)
Capital social médio das estreantesR$ 35.915

Julho foi um mês acima da tendência. As 507.256 aberturas ficam 8,0% acima de junho (469.665) e 11,4% acima de julho de 2025 (455.482). E não é um pico isolado: desde janeiro de 2026 o país não registra um mês abaixo de 469 mil aberturas — patamar que, em 2025, só foi alcançado em janeiro. No acumulado de janeiro a julho, 2026 tem 3.599.106 aberturas contra 3.157.987 no mesmo período de 2025, uma alta de 14,0%.

O capital social médio de R$ 35.915 diz mais sobre o perfil do que sobre o volume. Com nove em cada dez estreantes classificadas como microempresa, o mês foi feito de negócios pequenos entrando no registro — não de grandes projetos de capital.

Onde o Brasil abriu empresas

#EstadoNovas empresas% do mês
1São Paulo152.87130,1%
2Minas Gerais51.75210,2%
3Rio de Janeiro41.6418,2%
4Paraná36.3217,2%
5Rio Grande do Sul29.0525,7%
6Santa Catarina28.1735,6%
7Bahia21.9634,3%
8Goiás20.1844,0%
9Ceará15.7493,1%
10Pernambuco14.5912,9%

Os dez estados acima somam 412.297 aberturas — 81,3% do mês. Só os seis primeiros, todos do Sudeste e do Sul, respondem por 67,0%. E não é efeito de um mês: na janela de doze meses esses mesmos seis estados concentram 66,8% das aberturas do país, e São Paulo sozinho fica em 29,6%. O mapa de novas empresas do Brasil é, na prática, o mapa de seis estados.

Vale notar a ordem dentro do bloco. Paraná (36.321), Rio Grande do Sul (29.052) e Santa Catarina (28.173) abriram, cada um, mais empresas que Bahia (21.963), Ceará (15.749) e Pernambuco (14.591) — os três estados do Nordeste presentes no ranking do mês. Os três estados do Sul somados chegam a 93.546 aberturas, quase o dobro dos três nordestinos juntos (52.303).

Setores que mais abriram

#Atividade (CNAE)Novas empresas
1Promoção de vendas24.172
2Serviços de malote (fora dos Correios)23.631
3Apoio administrativo e preparação de documentos20.779
4Transporte rodoviário de carga — municipal17.999
5Varejo de vestuário e acessórios15.648
6Cabeleireiros, manicure e pedicure15.420
7Serviços de entrega rápida13.478
8Transporte rodoviário de carga — intermunicipal e interestadual13.249
9Marmitas e refeições para consumo domiciliar11.947
10Transporte de passageiros com motorista11.776

Os dez CNAEs somam 168.099 aberturas, ou 33,1% do mês. A lista tem uma leitura clara quando se agrupa por natureza da atividade.

Logística de última milha é o maior bloco. Malote e entrega rápida somam 37.109 aberturas; os dois CNAEs de transporte rodoviário de carga somam mais 31.248. Juntos, 68.357 novos CNPJs — 13,5% do mês — em atividades que na prática descrevem entregador e motorista de carga formalizados como pessoa jurídica.

Promoção de vendas e apoio administrativo, no topo, são os dois CNAEs mais genéricos do catálogo. Servem tanto ao representante comercial autônomo quanto ao prestador de serviço que não encontrou classificação melhor. Uma parcela relevante das 44.951 aberturas nesses dois códigos é de profissionais individuais, não de empresas com estrutura.

Beleza e alimentação seguem como o varejo que mais se formaliza. Cabeleireiros (15.420), vestuário (15.648) e marmitas (11.947) descrevem o pequeno comércio de bairro entrando no registro.

As cidades

São Paulo (SP) — 50.433 · Rio de Janeiro (RJ) — 18.019 · Brasília (DF) — 10.253 · Belo Horizonte (MG) — 9.450 · Curitiba (PR) — 8.785 · Fortaleza (CE) — 8.062 · Salvador (BA) — 6.743 · Goiânia (GO) — 6.086 · Porto Alegre (RS) — 5.169 · Manaus (AM) — 5.162

As dez cidades somam 128.162 aberturas, 25,3% do mês — um quarto das novas empresas do Brasil em dez municípios. A capital paulista sozinha responde por 9,9% das aberturas do país — mais que o estado do Rio Grande do Sul inteiro (29.052) e quase o mesmo que Minas Gerais (51.752).

Maiores estreantes por capital social

Aqui é preciso separar duas coisas que a base mistura. Os cinco maiores capitais registrados em julho eram todos filiais do Itaú Unibanco, cada uma inscrita com os R$ 76,2 bilhões da matriz. Não são empresas novas: são agências. Para ler “estreantes” de verdade, o filtro é matriz nova de sociedade limitada ou anônima.

Razão socialCidade/UFAtividadeCapital social declarado
Hunter Holdings Ltda.Petrolina, PEHolding não financeiraR$ 1.500.000.000
Cota Real Energia Ltda.Camboriú, SCHolding não financeiraR$ 500.000.000
Rocha Holdings Ltda.Petrolina, PEHolding não financeiraR$ 500.000.000
BTV Agro Finance Ltda.Goiânia, GOServiços financeiros auxiliaresR$ 302.000.000
Mecca Investimentos Ltda.Natal, RNCompra e venda de imóveis própriosR$ 250.000.000

Quatro das cinco são holdings, o que é típico: capital alto na abertura costuma ser reorganização patrimonial, não operação nova. E o capital social é declarado pelo próprio empresário no registro, sem auditoria, o que explica os valores redondos.

O outro lado da mesma lista são os grandes grupos que abriram estabelecimentos no mês, uma linha por raiz de CNPJ:

GrupoNova filial em
Itaú Unibanco S.A.Mato Grosso (e outras 4 no mês)
Banco BTG Pactual S.A.Espírito Santo
Telefônica Brasil S.A.São Paulo
Stellantis Automóveis Brasil Ltda.Distrito Federal
Amazon Serviços de Varejo do Brasil Ltda.São Paulo

Para prospecção, a segunda tabela vale mais que a primeira: filial nova de grupo grande é uma unidade que vai contratar fornecedores locais nos próximos meses.

O que isso significa para quem prospecta

Empresa recém-aberta é uma janela curta de necessidade. Nos primeiros meses de vida ela contrata contador, abre conta, escolhe maquininha, compra seguro, assina o primeiro software de gestão. Depois disso, a decisão está tomada e trocar dá trabalho. Quem vende para PJ na largada trabalha contra o relógio — e é por isso que a lista de recém-abertas é um dos poucos recortes de prospecção em que a data de abertura vale mais que o porte. Nos últimos doze meses foram 5.233.576 empresas abertas no país; a lista de um dia específico está publicada em hubs como o de empresas abertas em 31 de julho de 2026, e recortes combinados de período, estado e CNAE saem da pesquisa avançada.

A segunda leitura é sobre onde colocar o time. Com 81,3% das aberturas em dez estados e 33,1% em dez CNAEs, a cobertura nacional indiscriminada custa caro e rende pouco. Um território de prospecção montado sobre os seis primeiros estados já alcança dois terços do fluxo mensal; um recorte setorial sobre logística de última milha, beleza e alimentação alcança a maior parte do varejo que se formaliza. A concentração é uma boa notícia para quem tem time pequeno: ela permite cobrir muito com pouco, desde que o recorte seja feito antes e não depois.

A terceira é um alerta. Com 91,7% de microempresas e capital social médio de R$ 35.915, a maior parte das estreantes é de negócio individual — e uma fatia delas nunca chega a operar. As 264.596 baixas do mesmo mês, num cadastro em que o encerramento formal costuma vir bem depois da parada real, dão a dimensão do problema: o registro nasce em volume e morre em volume. Antes de discar, vale filtrar por sinais de operação — situação cadastral, presença de telefone, porte, CNAE compatível com quem você atende. Uma lista de recém-abertas sem essa filtragem tem taxa de contato baixa, e a conclusão errada que se tira disso é que o recorte não funciona, quando o problema foi não ter qualificado.

Metodologia

Os números vêm da base de CNPJs da Data Stone, construída sobre os dados públicos do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica da Receita Federal e mantida com atualização contínua. A base tinha 72.789.637 CNPJs no momento da apuração, e a data máxima de atualização de registro é 24 de agosto de 2026.

Alguns critérios que mudam a leitura dos números:

  • Aberturas são inscrições de CNPJ com data de início de atividade dentro do mês de referência. Inclui matrizes e filiais — por isso um mesmo grupo pode aparecer várias vezes no ranking de capital social.
  • Baixadas são os registros cuja situação cadastral consta como baixada, ou seja, formalmente encerrados na Receita, a pedido do titular ou de ofício. O encerramento formal costuma ser posterior — às vezes em anos — à paralisação real da atividade, então a baixa mede higienização de cadastro, não mortalidade do mês.
  • Microempresa é a classificação de porte que consta no próprio registro, não uma estimativa de faturamento.
  • Capital social é o valor declarado no registro da pessoa jurídica e replicado em cada estabelecimento, o que o torna um indicador de porte do grupo, não do estabelecimento.

Os dados de cadastro são públicos e podem ser consultados gratuitamente, empresa a empresa, no consulta.datastone.com.br. O panorama estatístico completo da base fica em /estatisticas.

Sobre o Radar CNPJ

Esta é a primeira edição de uma série mensal. A cada mês o Radar traz o mesmo conjunto de números — aberturas, baixas, distribuição por estado, setor e cidade, e as maiores estreantes por capital social — para que a série fique comparável ao longo do tempo. A edição de agosto de 2026 sai quando o mês fechar na base.

Para aprofundar

Se o recorte de recém-abertas fizer sentido para o seu funil e você preferir receber a lista já filtrada e com contato validado, a Data Stone trabalha com leads qualificados por CNAE, porte e região.

Perguntas frequentes

Quantas empresas foram abertas no Brasil em julho de 2026?

Foram 507.256 novas inscrições de CNPJ com data de início de atividade em julho de 2026 — 8,0% acima de junho (469.665) e 11,4% acima de julho de 2025 (455.482). No mesmo mês, 264.596 registros passaram à situação baixada, o que dá um saldo líquido de 242.660 CNPJs e uma razão de 1,92 abertura para cada baixa.

Qual estado abriu mais empresas em julho de 2026?

São Paulo, com 152.871 novas empresas — 30,1% de tudo que foi aberto no país no mês. Em seguida vêm Minas Gerais (51.752), Rio de Janeiro (41.641), Paraná (36.321), Rio Grande do Sul (29.052) e Santa Catarina (28.173). Esses seis estados do Sul e Sudeste concentram 67,0% das aberturas; os dez primeiros somam 81,3%.

Quais setores mais abriram empresas em julho de 2026?

Promoção de vendas lidera com 24.172 aberturas, seguida de serviços de malote (23.631) e apoio administrativo (20.779). Se somados, os dois CNAEs de transporte rodoviário de carga totalizam 31.248 aberturas, e os dois de logística de última milha — malote e entrega rápida — somam 37.109. Os dez maiores CNAEs respondem por 33,1% das aberturas do mês.

O que significa uma empresa 'baixada' na Receita Federal?

Baixada é a situação cadastral de um CNPJ cujo registro foi formalmente encerrado, seja a pedido do titular, seja de ofício pela Receita. Não é o mesmo que a empresa ter parado de operar naquele mês: o encerramento formal costuma vir depois — às vezes anos depois — da paralisação real da atividade. Por isso a baixa é um indicador de higienização do cadastro, não de falência no período.

Onde consultar a lista de empresas abertas em determinada data?

O consulta.datastone.com.br publica hubs de aberturas por dia, como o de 31 de julho de 2026. Cada hub lista os CNPJs registrados naquela data com razão social, município, atividade e situação cadastral, tudo a partir do registro público. Para recortar por período, estado ou CNAE ao mesmo tempo, a pesquisa avançada do mesmo site faz o filtro combinado.